1ª Troquinha!
Venho hoje partilhar convosco a parte partilhável da minha primeira troquinha!!
Entregue pessoalmente pelas mãos de fada da mais humana do país dos Dácámissos e numa malinha janota que depois de um dia no jardim perdeu certas propriedades, ei-la que cheira a alfazema!!

Assim, finalmente tenho lã, da virgenzinha, para feltrar com as minhas novas agulhas e tingir depois da nossa sessão de "Saída de Campo, Objectivo: Procura de Plantas Tingideiras"; alfazema daquela que cheira a cheiro, colhida e esfanicada pela própria Isabel; fio das minhas cores caleidoscópicas :D; missangas coloridas e guizos, "porque mais vale sobrar do que faltar"; um livrinho sobre Arquimedes de Silva Santos para o qual a nossa Isabel trabalhou e onde me revejo em certas filosofias; rebuçadinhos biológicos e justos (de limão!!!!); o mochoilo que já andava a namorar deste as primeirinhas visitas ao mundo Dácámissico; um fóssil, claro!!!; marcadores... proque faço colecção e isso a Isabel sabia... o que ela não sabia é que eu queria ter participado naquela bienal de fotografia e... que a Nyctea scandiaca era a minha espécie preferida de corujas... E ainda, e ainda... UMA FADAAAAAAA!!!
babem-se...

É linda, cheira bem e vai passar a acompanhar-me nas minhas viagens entre mundos... Olhei para ela e apeteceu-me dizer Aurora... mas para mim, quase todas as fadas são Auroras, por tudo o que representam... Porque no país das fadas o tempo é diferente do nosso tempo, porque as auroras também o devem ser, sem nunca deixarem de representar a luz de um novo começo... Portanto esta, que é minha, só minha :D será também Aurora... Mas vou chamá-la de Muriel.
E para ti, a concretização, nas palavras do próprio, do que escreveste...
ACASO
Cada um que passa na nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa na nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "
Fica por explicar o "estudo de caso", mas de que servem explicações?! O próprio Sartre dizia que "O homem absurdo não explica, descreve!" E se as palavras ou os abraços servem de descrição então as razões podem ficar de fora...